A principio, eu ia colocar para zuar com nosso grande amigo Neto, mas depois de um tempo, párei para pensar.
Na tentativa de ajudar uma pessoa, ele tentou fazer uma boa ação e saiu prejudicado. A reportagem saiu até no jornal global Hoje. E a mulher que foi ajudada fugiu sem dar auxílio ou agradecer (que grande desgraçada, isso sim). Analizando, será que poderíamos considerar isso um gesto de ternura? O homem se sujeitou a uma situação de ajudar o próximo. E o próximo fugiu!
Em entrevista, o "entupido" disse que ficou chateado e que nunca mais vai tentar mais ninguém. Pronto, uma pessoa que estava disposta a ajudar seus semelhantes não irá mais por causa de uma outra pessoa. Vendo assim, percebemos porque a ternura está acabando. A "anti-ternura" parece ser um gesto que se propaga, "contamina" as outras pessoas...
Acho que o ser humano precisa olhar para si e se corrigir, se arrumar. Quando isso começar a acontecer, acho que a ternura, aí sim, será um direito acessível a todos!
Mas que a situação ainda é "tragicómica", é..
Abraços!
Homem fica quase 1 hora com a cabeça presa no bueiro
Do Diário OnLine
Um homem ficou por quase uma hora com a cabeça presa em um bueiro ao tentar recuperar a chave de um carro. O caso inusitado aconteceu na tarde de quinta-feira em Fernandópolis, no interior de São Paulo.
Segundo informações da Globonews, o soldador Celimar de Freitas se ofereceu para ajudar uma mulher que havia deixado as chaves cair no bueiro. Ao tentar promover o 'resgate', ele acabou ficando entalado.
Populares que passavam pelo local tentaram ajudar Freitas a se soltar, mas apenas os bombeiros conseguiram retirá-lo. Foi preciso quebrar um pedaço do concreto para que o soldador pudesse sair do bueiro.
Foto: Reprodução da TV Tem, retirada do site Fina Sintonia

Escrito por ricardo_filinto às 21h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Quando comecei a Pós, não tinha muita idéia do que iria encontrar. Por um momento, pensei que encontraria pessoas sérias, polidas e comportadas, típicas daqueles filmes americanos que mostram ambientes acadêmicos. Quando encontrei na sala de aula amigas minhas, a Fernanda Strazzacappa e a Vanessa Minante, até respirei aliviado.
Tolo, eu, que não sabia que encontraria mais pessoas assim. Pessoa que se tornaram grandes amigas e boas companheiras de copo, conversas, dramas e momentos à toa. Pra elas, todas mesmo, dedico esse poema (um dos meus favoritos!)
Loucos e Santos Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wild)

A todos, um grande abraço e boa sorte! Nos esbarramos nos e-mails da vida, salas de aula e redações afora...
Escrito por ricardo_filinto às 22h24
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Nossa educação...
Saudações!
Nas últimas semanas, a disciplina Mídia e Poder assistiu aos últimos dois seminários que faltavam: “Os Sete Saberes” e o “Direito a Ternura”. Ambos os livros foram apresentados de forma fantástica, mas sou obrigado a dizer que os dois são utópicos (pelo menos no caso brasileiro).
Não falo por maldade, mas por constatação. O Brasil é um país que não sabe educar, tanto nas esferas públicas quanto na privada. Claro, existem exceções, mas na nossa querida pátria amada as exceções são minoria.
Os conceitos de ensinar que a racionalidade não controla tudo, de ensinar a compreensão, mostrar como se enfrenta as incertezas são fundamentais para as pessoas. Andei dando uma pesquisada, falando com amigos meus que estão no exterior e constatei uma coisa interessante. Em países como Alemanha e França, alguns desses valores são ensinados!
O mesmo posso dizer do “Direito a Ternura”. Apesar de nossa vida ser alegre e animada, ainda somos pessoas fechadas e que nos esquecemos dos outros. Quantas vezes nos “oferecemos” para fazer algo de bom para alguém? Mas, como brasileiro, tenho sempre fé de que as coisas podem mudar. E são a partir de livros e idéias como essas que vejo que essas mudanças são possíveis.
Só espero ainda estar vivo para vê-las sendo realizadas...
Escrito por ricardo_filinto às 22h13
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Volta as origens!!
Viva!!!!!!!!! Consegui colocar o antigo Template!!!
Maira, se você ver esse post, não fica triste. Adorei a foto, mas é que a cor do fundo tava se misturando com a cor das letras. Aí ia ficar muito trabalhoso arrumar todos os posts para ficarem visíveis. Mas como gostei demais daquela foto, vou colocar ela!

Escrito por ricardo_filinto às 21h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
1984?! Não, Venezuela...
Na sexta-feira passada, dia 25, foi apresentado na aula o seminário sobre o livro 1984. O livro conta a história de uma nação controlada por um partido totalitário.
Analisando o contexto do livro, percebemos que uma realidade foi criada para ocultar uma verdadeira. Na Psicologia Social, isso é classificada como um ato de alienação popular. Ou seja, você simplesmente ignora a realidade e se acomoda com a mentira apresentada. O grupo apresentou alguns filmes para exemplificar o caso do 1984, como o Show de Trumam e Matrix. Porém, esse tipo de situação atravessou as telas dos cinemas. Na vida real, temos como exemplo Hitler, na Alemanha; Stalin, na Rússia; e Mussolini, na Itália.
No domingo, dia 27 de maio, às 23h59, a de maior alcance e mais antiga emissora de TV da Venezuela a Rádio Caracas de Television (RCTV) encerrou suas atividades. O presidente Hugo Chaves cancelou a concessão de transmissão da emissora. Com isso, não há mais nenhuma emissora de cobertura nacional privada e que possa desempenhar um papel crítico ou de oposição. No lugar, entrou uma Estatal.
Atitude semelhante aconteceu na Alemanha nazista, no final da década de 30, quando o recém eleito Adolf Hitler tomou controle de todas as principais rádios no país, como descreve o historiados Stephen E. Embrose, em sua obra, o Dia D.
Abaixo de cada tópico colocarei um link para um vídeo do Youtube (ainda não sei como colocar direto no blog, se alguém souber me avisa).
x 
http://www.youtube.com/watch?v=yrcZyeHKT6Q&mode=related&search= (chaves anunciando o fechamento da TV)
Defensores
Várias entendidas humanitárias, entre eles os Repórteres sem Fronteira e Associação, condenaram a ação a atitude de Chavés. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que está no país, condenou a atitude. Em resposta, o Ministro das Telecomunicações venezuelanas disse “que é falta de educação os convidados falarem mal dos anfitriões”.
Além disso, a população também protestou, em alguns lugares de forma violenta.
http://www.youtube.com/watch?v=jQrxR8cqCXU (Comercial de apelo da RCTV para que ela não feche)
http://www.youtube.com/watch?v=B2FNylyOPdY&mode=related&search= (um teaser feito com as imagens finais da RCTV)
Entenda...
Os motivos que levaram o fechamento da RCTV é mais antigo. Nas eleições de 2002, se não me engano, Hugo Chaves foi reeleito democraticamente. Contudo, a elite do país (contando com apoio de autoridades militares) deu um golpe de Estado e depôs Chaves. Durante vários dias, ele ficou confinado no palácio presidencial sob ameaça de ser bombardeado se não se entregasse. Enquanto isso, nas ruas, pessoas que protestavam a favor de Chaves eram atacadas por atiradores de elite e políticos eram presos.
O Caos reinava. As televisões estatais estavam fora do ar (uma vez que militares ocuparam-nas), sendo as únicas fontes de informações as televisões privadas, entre elas a RCTV, que transmitiam notícias de que tudo estava em paz no país, que Chaves havia fugido do país e um novo governo já havia sido formado.
Capturado, Chaves é levado para um novo local onde vai ser levado para fora do país. Em um movimento articulado pelos jovens oficiais, o palácio e uma das Estatais são ocupadas, passando a divulgar outros fatos. Resumindo, após alguma confusão Chaves é encontrado e volta a assumir a cadeira de presidente. Todo o desenrolar pode ser acompanhado pelo documentário de uma equipe irlandesa chamado “A Verdade Não Será Televisionada”
Indagações
Agora, observando esse contexto, duas coisas me passam pela cabeça:
1 – Chaves, usando de seu poder, acabou com a liberdade de imprensa e limitou a democracia;
2- A RCTV mentiu durante o golpe que o tirou do poder. Disse que tudo estava em paz, quando não estava.
E agora? Quem está com a razão?
Escrito por ricardo_filinto às 23h14
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Agressões entre si
No meu post anterior eu comentei um “novo poder”, que vêm afligindo jornalistas do Brasil e do mundo. Um poder mais forte que o econômico e o político (que por tantas vezes cerceiam o repórter e impendem a divulgação de uma notícia). É o poder da violência, que mata jornalistas que tentam cumprir o dever sagrado da profissão: o de divulgar notícias e fiscalizar o poder público.
Achei que já tinha visto de tudo, mas estava errado. Entre os dias 27 de abril e 1º de maio deste ano, um jornal supostamente incentivou a morte de um jornalista.
O jornal Hora do Povo, criado nos alicerces de grupos esquerdistas e cuja filosofia vêm de antigos grupos opositores ao Regime Militar, como o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), soltou em sua primeira página uma nota, que aparentemente incentivava a morte do jornalista e colunista Diogo Mainardi, da Veja.
É notório o fato de Mainardi ser contra o PT e o Governo Lula, enquanto é notório o fato do Hora do Povo ser um jornal parcial e a favor do Governo. São opiniões contrárias, mas em uma democracia isso faz parte, não? Pelo visto, algumas pessoas (inclusive “jornalistas”) esquecem disso.
A Veja, a maior revista do país logo se posicionou contra, fez reportagens criticando o MR-8 (com o título “Um Perigo Chamado MR-8”), ativou até grandes autoridades, como ministros, senadores, governadores e OAB, para se manifestarem e repudiarem a agressão. Entrei no site da Hora do Povo, afinal, jornalismo é ouvir os dois lados. A única posição do jornal que encontrei estava na seção de cartas, onde um leitor protestou sobre o comentário.
A resposta dizia:
“Nota da Redação: Certamente o amigo leitor, inteligente que é, não faria o que disse [entrar com Boletim de Ocorrência e processo]. Releria a nota com mais atenção e perceberia que não há, ali, ameaça alguma, apenas uma resposta dura a uma provocação feita contra a memória do nosso companheiro Bacuri, que, por ter sido morto, não pode se defender. Quanto a não ser novidade para o amigo o que escrevemos sobre “Veja”, nunca é demais lembrar que a nossa preocupação principal é com o conjunto dos leitores
Olhando o site deles, encontrei mais algumas coisas que considerei fortes contra jornalistas. Uma matéria especial está intitulada “Vagabundas da "Folha" grudam no saco do Império”.
Não entrarei nos méritos de quem está certo ou não, uma vez que isso depende do referencial, mas esse fato me deixa extremamente triste. Sou um defensor da democracia, um apaixonado pela liberdade e um defensor da filosofia de Voltaire (que prega, “posso não concordar com o que você diz, mas darei minha vida pelo seu direito de dizer”), mas vendo tudo isso, tudo o que consigo pensar é que centenas de pessoas morreram, perderam as vidas na luta pela liberdade de imprensa e essa liberdade está sendo usada para agredir outros profissionais.
Escrito por ricardo_filinto às 23h06
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Um novo poder

O jornalista tem um dever sagrado. Ele tem o dever sagrado da informação. Localizar, filtrar, apurar, checar e levar à população a notícia de forma correta e verdadeira. Em um mundo como o nosso, infelizmente, nem sempre as notícias são boas.
E para as pessoas responsáveis por essas coisas “não boas”, não há nada melhor do que mantê-las escondido. Porém, no nosso dever sagrado, vamos além disso...
Enfiamo-nos nas mais profundas e assustadoras sombras, escavamos terrenos proibidos e, em alguns casos, vemos o pior do ser humano. Tudo isso em busca do nosso dever sagrado: o de informar as pessoas.
Contudo, atualmente nem todas as pessoas querem que isso seja feito. Nessa semana, o jornalista Carlos Borbon Filho foi assassinado com dois tiros de espingarda calibre 12, em Porto Ferreira (interior de SP, próximo a Ribeirão Preto). Ele havia denunciado o envolvimento de políticos e empresários, em 2003, num esquema de aliciamento de menores.
Ele não foi a única vítima.
Segundo a Relatoria para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em 2006 morreram mais de 100 jornalistas assassinados, entre guerras, seqüestros e execuções sumárias, apenas na América Latina. A Relatoria acredita que esse número possa aumentar neste ano.
Até mesmo a Organização Não-Governamental Repórteres Sem Fronteira já incluíram o Brasil como um país onde o jornalismo não pode ser exercido livremente e em sua totalidade.
Na vida do jornalista já enfrentamos dois poderes muito fortes: o econômico e o político. Ambos controlam a vida do jornalista, seu trabalho e seu dia-a-dia. Se eles “agem”, é bem capaz que uma notícia importante não seja publicada. E mais, o jornalista pode perder o emprego.
Agora, encontramos um novo poder. Um poder que mexe fortemente nas vidas dos jornalistas: o poder da violência.
Os dois primeiros poderes ainda podem ser lidados, contornados, trabalhados etc. Mas e no caso do terceiro? Desafiá-lo tem resultado em mortes de profissionais. Dessa vez, o jornalismo brasileiro (e, também, a sociedade) encontrou um poderoso inimigo...
O que fazer? Calarmos-nos? Continuar exercendo nosso papel? Desistir?
Escrito por ricardo_filinto às 23h44
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Adeus papel velho...
Todo mundo já deve ter passado por essa situação. Você acorda de manhã e levanta para ir trabalhar. E enquanto caminha para o carro ou então para o ponto de ônibus/metrô, você testemunha o jornaleiro pendurando a capa do jornal do dia na banca. Essa cena se repete há anos (e por que não dizer séculos?). E agora ela pode estar fadada a acabar...
Segundo um pesquisador, no ano de 2040 não haverá mais jornais impressos para no mundo. Provavelmente, eles migrarão para outras mídias. De fato, creio que parte disso vai acontecer... provavelmente, a nova substituta será a internet.
Será que os jornais vão acabar?
Contudo, acho que isso não será em sua totalidade. Segundo um informativo do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, 52% dos profissionais da notícia trabalham no interior. Eu trabalhei no interior por muitos anos, conheço bem a realidade disso e posso atestar: não tem como os jornais de pequeno porte abandonarem essa vida.
É impossível migrarmos para internet. Trabalhei em um jornal que a principio começou virtualmente. Cobrindo duas cidades, totalizando quase 130 mil habitantes, os acessos nos finais de semana não ultrapassavam os 70 por dia.
Acredito que não podemos comparar com um IG ou Terra, uma vez que esses jornais têm cobertura nacional e internacional. E mais, li em uma pesquisa que grande parte dos dois milhões de acessos diários do UOL vêm do fato dele ser a página inicial da maioria dos brasileiros.
Agora, retornando aos jornais pequenos. Como ficam os menores? Sem dar a notícia? Os jornais impressos não podem sumir por esse motivo. O Brasil, e acho que boa parte do mundo, principalmente os países mais pobres, não teria condição de suprir essa mídia por uma virtual.
!!!!!!!A nova solução!!!!!!!!
Fuçando pela net e em locais “úteis”, encontrei uma informação que já haviam me dito antes. Talvez o jornal impresso acabe na forma de papel, mas ainda existirá “em essência”.
Países como o Japão e França já estão testando o Epaper. Uma tela computadorizada que funcionaria que nem um jornal. Algo parecido assim já apareceu naquele filme Minoirty Report (mais precisamente na cena em que o Tom Cruise está dentro do metrô).
Obseve o USA Today, no filme as manchetes se atualizam sozinhas
Procurando em sites franceses, achei essa ilustração que mostra como funciona o EPaper. No Blog de Synthesio, ele diz que essa tecnologia já está sendo testada pelo Le Mond e que os resultados estão sendo positivos. Um jornal Epaper Contudo, meu francês está bem fraco, se alguém tiver mais domínio do que eu nessa língua, dá uma olhada lá. O link é http://www.synthesio.fr/blog/?p=13 Um autêntico jornal Epaper. Será o futuro do jornalismo impresso?
Escrito por ricardo_filinto às 22h39
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
EU QUEROOOOOOOOOO!!!!
A aula da última sexta me deixou perturbado. Podemos, nós, seres pensantes e inteligentes, sermos facilmente seduzidos por marcas?
Muito mais do que isso. É possível vivermos para comprar, consumir e viver em prol de uma marca? Antigamente, eu acreditava que sim, que não eramos controlados por marcas, que compravamos o que queriamos, quando queríamos, sem sermos influenciados. Sim, eu acreditava que restava um pouco de auto controle em nós.
Contudo, a aula passada me colocou em dúvida. A aula foi bem clara: As marcas preenchem nossas vidas, criam ideologias e lemas de vida. "Geração Pepsi", "Impossible is Nothing" (Adidas), "Amo muito tudo isso" (Mc Donalds) etc. Vejam como esses lemas influenciam nossas vidas, como tem força. Outro dia vi uma menina gritando "Amo muito tudo isso". Nem preciso dizer que ela estava à porta da lanchonete né? Eles estão vendendo idéias ao invés de produtos!
Após ver tudo isso, fui obrigado a concordar: eles têm força! Eles seduzem! Eles conquistam! Minha indagação, agora, é outra.
Somos capazes de resistir?
Eu, em minha ingênuidade natural, acredito que sim. E você? Acha que a força das marcas é superior ao auto-controle humano? Superior a força de vontade?
E indagando isso, me vi agora em uma nova questão. Algo ainda mais delicado. Nós queremos, realmente, resistir?
Minhas conclusões, no próximo post!
Abraços!
Escrito por ricardo_filinto às 19h54
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Eles vão nos dominar!
Varrendo a Internet, andando na rua, em revistas, na televisão... não importa onde você esteja, vai encontrar referências aos grandes grupos! Os poderosos, donos da mídia, parques etc. São os Mega Grupos Midiáticos! Na nossa 5ª e 6ª aula da pós discutimos como esses grupos agem, trabalham, investimentos e dinheiro que circula nesses grupos etc.
Além do grande poder monetário, claro, ainda existe um outro "poder". Esse poder é conhecido como Cultura Mc World (coitado do Mc Donalds). Pioneiros nesse tipo de "manobra econômica", o McDonalds aprendeu (e de certa forma orientou) como os grandes grupos podem alcançar todos os cantos do mundo. Essa teoria determina que os grupos "se camuflam", se modificam para conseguir insereri nesse ambiente. A melhor forma de provar isso é com as fotos abaixo.
  
McDonalds ao redor do mundo: no Vietnã, Coreia, China e na Índia. Todos países de forte culturas e tradições. Acho que no caso da Índia ainda mais forte, uma vez que lá eles não comem carne. Segundo a Cultura, os grandes grupos conseguem isso porque eles seduzem os clientes, de forma que aceitamos a empresa "camuflada" e a consideramos válidas.
Contudo, isso é só culpa da empresa? E a gente? Não temos vontades? As pessoas podem até não gostar, mas acredito que somos os grandes responsáveis por isso. Eu adoro McDonalds, gosto mesmo, mas detesto Girafa's. Conhecço uma gente que detesta Mc e prefere Burguer King. A Cultura Mc World existe? Claro que existe!
Mas acredito que ela tenha uma segunda vertente: ao mesmo tempo que ela é capaz de seduzir alguns, ela é capaz de repelir outros. Logo, nem essa "sedução" é 100% eficiente. Assim como cria fanáticos apaixonados pela marca, ela cria fanáticos que detestam a marca. Veja o desenho abaixo:
Bem claro como tem gente que detesta o Mc Donalds.
Concluindo, assim como tudo na vida, a Cultura Mc World tem dois lados, o dos fãs e o dos inimigos. Cabe a nós escolher.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! APRESENTAÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A nossa aula passada também marcou uma nova etapa da Pós, a apresentação dos Mini-Seminários. O primeiro grupo a apresentar foi o meu, e tocamos no assunto do "Apareço, logo existo". PAra tal, discutimos sobre uma revista chamada "Sou + Eu", voltada ao público das classes C e D. De forma simples, a revista é construída pelos leitores, que mandam suas cartas, são selecionadas, entrevistadas e publicadas. As selecionadas recebem dinheiro por isso.
Os temas tocados foram vários, mas o que acho que merece destaque é a necessidade de ser expor. Para não me alongar, acredito que fizemos uma boa apresentação. E anuncio que farei uma experiência: mandarei como sugestão de pauta a nossa apresentação. Vamos ver o que rola, ou se rola! Se rolar, ao menos ganhamos uma graninha pro bar hehehe...
Fico por aqui!
Um abraço
Escrito por ricardo_filinto às 21h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
O poder da mídia ou poder sobre a mídia?
Olá a todos!
Como fazer parte de uma disciplina sobre Mídia e Poder e não falarmos do poder da mídia? Vimos o caso de uma denúncia da Fox News sobre a contaminação do leite, resultado da aplicação de drogas em vacas leiteiras. Os produtores das drogas falsificaram resultados, subornaram autoridades, entre outros crimes, para conseguir manter as vendas. O pior foi quando os jornalistas tentaram noticiar esse crime. A rede de televisão vetou a reportagem! A reportagem nunca foi ao ar e depois de muito caos, os jornalistas foram demitidos e condenados.
Agora vem a questão: a mídia divulga os fatos verdadeiros, de forma isenta? A resposta, creio eu, é não. Antes de pensarmos no Poder da Mídia, devemos pensar no Poder sobre a mídia. Ao publicar uma reportagem, muitos filtros são feitos antes. Diretores, editores, donos do jornal podem influênciar. Se por algum acaso a reportagem ter algo que possa ir de encontro aos donos do jornal, amigos, anunciantes etc ela possui grandes chances de ser vetada.
Em um país como o nosso, onde a maioria dos veículos noticiosos (com grande destaque às mídias televisivas e radiofônicas) pertencem aos políticos ou grupos políticos, que fazem leis para benefícios próprios, muitas informações são impedidas de serem publicadas. Então, todos os valores dos jornalistas são colocados em cheque!
Ainda temos alguma influência na vida das pessoas? Ainda representamos alguma força? Ainda podemos "mudar" o mundo noticiando um grande escândalo? Eu acredito que não.
Dominando o mundo...
Um dos pensamentos modernos é o da força e da conquistas. Os valores do guerreiro! Estamos perdendo esses valores, nos acomodando com alguns fatos e costumes, como a Internet e o mundo dos releases. O verdadeiro jornalismo está se perdendo.
Se formos acrescentar isso a Modernidade líquida (conceito que define a tecnologia como uma "substância" que se molda ao universo em que está inserido) veremos como nossos valores estão indo para o mesmo caminho. Eles, além de se perderem, também estão sendo moldados. Ao invés de corrermos atrás, conquistarmos e mudarmos o mundo, estamos nos acostumando. Estamos nos acomodando a algumas situações caóticas de nossas vidas. Estamos nos moldando, o que me faz supor que a Modernidade Líquida ter influência sobre a tecnologia, mas também traz referênças a nossa vida.
E, infelizmente, o resultado talvez não seja bom...
abraços
Escrito por ricardo_filinto às 22h00
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Vamos debater?
Olá a todos,
estou postando aqui sobre um tema que assisti na noite de terça-feira, dia 13/3, durante o programa Observatório da Imprensa, na TV Cultura. O tema levantado envolvia a Mídia e o Poder e era extremamente preocupante. Eles perguntavam: "O Debate está acabando?"
Segundo o programa, o debate, a livre discussão de idéias está acabando, uma vez que as pessoas estão "perdendo a capacidade de argumentar". Ao invés disso, eles usam o espaço do jornal para agredir, ofender e denegrir a imagem das pessoas. O exemplo dado foi através do professor e filosofo Renato Janine Ribeiro, que publicou um artigo no jornal Folha de São Paulo, onde opina qual a punição seria apropriada para os assassinos do jovem João Hélio, no RJ há mais de um mês.
Segundo o programa, ao invés das pessoas argumentarem sobre isso, elas preferiram atacar o filosofo, argumentando que é um animal, sem respeito a vida etc. No programa, os entrevistaram consideraram que grande culpada disso acaba sendo a Mídia, que influencia as pessoas (ou seja, desempenha um papel de Poder) e "tira" delas a capacidade de argumentar.
No site do Observatório da Imprensa (cujo conteúdo aqui pode ser encontrado no http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/oinatv.asp), afirma o que está acontecendo. "Está cada vez mais evidente que estamos criando uma sociedade que abomina o confronto de idéias e detesta ouvir as partes. Prefere entregar as controvérsias aos juristas e juízes ou então colocar os debatedores mais ousados no banco dos réus", conclui os Alberto Dines, mediador do programa.
Como a mídia é uma das grandes responsáveis em conscientizar as pessoas, detentora do dever de criar uma sociedade pensante e capaz de argumentar, será que ela está, então, falhando com sua atividade? Se formos analisar isso através de um Pensamento Moderno, cuja visão seja Apocalíptica, então temos uma resposta nada agradável: sim, a mídia está falhando. (se bem, que mesmo que pensemos de uma forma mais Integrada, veríamos que há alguma coisa boa?)
Agora, levantamos o ponto. Por quê? A falha é resultado da pressa dos jornais? Programas sensacionalistas, onde o apresentador desempenha o papel de juiz, juri e executor? Alguma coisa deve estar acontecendo. Portanto, como tudo o que acontece sempre possui uma fonte executora, temos que pensar: quem está fazendo isso? Qual é o Poder responsável por isso?
E, caso não haja, não seria o dever do Poder (seja ele público ou governamental) intervir e cobrar? Seja como for, é bom tomarmos uma providência antes que percamos essa capacidade de argumentar. Pois, em um mundo de violência e guerra, qualquer coisa pode desencadear o caos. E esse caos pode ser evitado conversando, afinal, enquanto tivermos a capacidade de conversar, sempre haverá chance.
Mas, e quando perdermos essa capacidade?
Escrito por ricardo_filinto às 21h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Retrospectiva
Refletindo sobre os ocorridos nas últimas três aulas, me deparo com alguns pontos que realmente fazem a diferença ao estudarmos a Mídia e o Poder. Contudo, acho que antes precisamos pensar o que é Mídia e o que é Poder. Considero o primeiro tudo que serve de notícias e entretenimento, com destaque para a Televisão. O Poder é justamente essa influência.
Encontrei na net um desenho que reflete bem essa situação. É uma ilustração do desenho os Simpsons. Ela mostra todos "presos" à televisão. A própria Mídia e Poder.
Acho que nesse desenho ainda existe uma outra característica importante. Ela mostra como a TV é plural (com opção para todos os gostos) e como as pessoas gastam tempo com ela.
São tantas opções...
Quando ingressei em Mídia e Poder, jamais esperava me deparar com as inúmeras facetas da Mídia e Poder que ela possui, suas influências e até as várias formas de estudo que existem. Fiquei confuso. A principio, saindo da faculdade, achamos que tudo é muito simples. Preto e Branco. Contudo a realidade é outra. Ainda mais quando essa realidade envolve a mídia, tão diferente dos tempos de universitário.
Não acho essa confusão ruim, pelo contrário, acho ela fundamental para encontrar o caminho "correto" e entender esse mundo. A primeira coisa que deve ser ressaltada é que existe um meio termo em tudo. A mídia não deve ser vista como uma forma apocalíptica (de tudo ruim) e nem com uma visão integrada (de tudo bem).
Muito pouco foi visto ainda sobre o Pensamento Moderno e suas vertentes de estudo. Provavelmente, com as próximas aulas, tudo isso ficará mais claro.
Por hora, fico por aqui, mas em breve novos posts.
Abraços
Escrito por ricardo_filinto às 21h50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Esse é o primeiro post no blog Pão e Circo, criado como parte da avaliação da disciplina Mídia e Poder do curso de Pós-Graduação da Faculdade Cásper Líbero.
Antes de começar a relatar fatos relacionados as aulas e a influências da mídia, apresentar-me-ei.
Meu nome é Ricardo Filinto, graduado em jornalismo em 2005 na PUC-Campinas. Já passei por televisão e impresso, onde tive contato com as editorias de política, esportes, polícia e cultura (sendo que as duas primeiras foram as de maior contato e familiaridade). Apesar de ter nascido em São Paulo, resido nos últimos 12 anos em Vinhedo, cidade do interior de São Paulo, próxima a Campinas (que está passando por momentos conturbados, principalmente na política, depois de denúncias de supostos desvios de dinheiro e envolvimento com a Máfia dos Sanguessugas).
Agora, explicando nome Pão e Circo. Escolhi esse nome porque acredito que a mídia atual está reproduzindo o período histórico de mesmo nome, onde os romanos proporcionavam espetáculos e distribuíam comida. Atualmente, o espetáculo e mantido, mas o lado da comida foi substituído por influências de consumo do tipo "onde comprar", "o que comprar", etc.
Finalizando, começa um blog para discutir as mídias.
Obrigado e abraços
Escrito por ricardo_filinto às 21h31
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|



|
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos, English, Spanish
|
|